
Dia 20 de Julho foi o nosso dia...aquele que nos uniu mais e mais...que nos tornou num só, nos fez caminhar de mãos dadas numa estrada agora percorrida a três.
A Organização 
Não foram meses e meses de organização! Foram 9 semanas para preparar tudo. A quinta (da Camarinha, em S. Feliz da Marinha) foi sem dúvida a escolha acertada...sem aquelas pessoas maravilhosas, que nos ajudaram em todos os pormenores, talvez este dia não tivesse corrido tão bem a tantos níveis. Com a ajuda deles foi possível contratar uma equipa de profissionais (desde os fotográfos, decoradora, designer, maquilhadora e músicos) que deram o seu melhor e que nos surpreenderam sempre pela positiva. Um beijinho grande para todos e nunca é demais dizer: Obrigado.
Preparativos do dia
Eram 09:30h quando acordei. Estava bem... calma, bastante calma e muito bem disposta. Tomei banho e um bom pequeno almoço. Por volta das 11h estava na cabeleireira, rodeada de muitas senhoritas: mãe e sogra, tias e mais tias. Tudo a preparar-se para ficarem mais bonitas do que já são (coisas de mulheres, é claro!). Às 13h, estavamos todas prontas para um almoço muito feminino. Neste dia e até à chegada à quinta, o meu mano mais novo, o T., foi incansável. Foi motorista e esteve sempre muito prestável para todas as nossas vontades (obrigado mano). Por volta das 15h estava na quinta para ser maquilhada e às 16h estava vestida (com ajuda da muito amiga L. que esteve sempre a meu lado) e pronta para dizer o "Sim". O P. chegou à Quinta por volta das 14h30m e depois de se arranjar, fez as honras da casa e acolheu todos os convidados até ao momento da cerimónia.
A Cerimónia.
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Foi uma cerimónia Civil, simples mas marcante a vários níveis. Começou às 16h30m, com a chegada da Conservadora. Minutos depois, eu entrava ao som de "Aria on G string" de Bach (no link:
http://www.youtube.com/watch?v=8eN9kiyIv-Q), uma sonoridade que me arrepia cada vez que a ouço, que me move e que embora não se tratasse de uma cerimónia religiosa, era a minha eleita. Para padrinhos convidamos os nossos 4 manos para testemunharem a nossa felicidade (que lindos que eles estavam)! Depois das leituras habituais e de esclarecidos os presentes de que não havia impedimentos legais (conhecidos, pelo menos!) para a não concretização da nossa união, foi o momento de dizer que era da nossa livre e espontânea vontade contrair matrimónio um com o outro (aos olhos da lei e da República Portuguesa). A troca de alianças foi marcada por uma pequena brincadeira (imaginação fértil do P.) que consistiu na abertura de várias "malas", que passaram pelas mãos dos 4 padrinhos (estilo "Men in Black") para depois serem entregues ao P. Foi um momento hilariante (pelo menos para mim) pois não sabia que tal ia acontecer.

Os nossos "Votos" foi um momento muito especial para nós. Preparámos uma projecção com fotos nossas desde a infância até ao momento em que nos conhecemos, para terminar com a foto da eco do 1º trimestre (Parte II). Junto a cada foto estavam escritos os nossos votos, que com ternura, fomos dizendo um ao outro, olhos nos olhos (ao som de "Come what may": no link
http://www.youtube.com/watch?v=zsX0BMw2XLA). Ficará para sempre gravado na nossa memória todas as frases, os olhares e as sensações que as nossas mãos dadas nos fizeram sentir naquele momento. Aquando da última imagem projectada, o P. pediu para me levantar e então beijou a minha barriguinha, fazendo deste momento um dos que guardarei para sempre bem dentro de mim. Foi o concretizar de um sonho, de um desejo grande de sermos cada vez mais um e um só, unidos para sempre no amor que nos permitiu ultrapassar os momentos menos bons por que passámos.
Os Aperitivos
Depois da cerimónia (no interior) seguiram-se os aperitivos no jardim. A tarde estava ventosa (tendo acalmado no fim da mesma) e se os senhores estavam confortáveis nos seus fatos, o mesmo não se podia dizer das senhoras que se queixavam da falta de agasalho (é preciso lembrar que era suposto estar um dia quente a 20 de Julho!).
Foi o momento indicado para cumprimentarmos os nossos familiares e amigos que vieram partilhar connosco a felicidade da nossa união. Foi muito importante para nós verificar que muitos tinham feito centenas de km para poderem estar presentes, outros já não os víamos há anos e foi tão bom verificar que a amizade estava ali e igual aos tempos de outrora. Foi sem dúvida um gesto que guardamos com imenso carinho. Comeu-se, bebeu-se e conversou-se muito ao som de Jazz ao vivo (um quarteto composto por cantora, piano, contrabaixo e bateria). Antes do jantar, tiraram-se algumas fotos da "praxe", como a famosa foto de grupo.
A Noite
Por volta das 19h fomos convidados a entrar no salão onde seria servido o jantar. O salão estava iluminado, o ambiente acolhedor e a decoração estava como a tinhamos escolhido: simples e sóbria (obrigada Aurora). Entrámos ao som de "Can't take my eyes off of you" (no link http://www.youtube.com/watch?v=xbIsSzhmL9c&mode=related&search=) animados e a dançar. Os marcadores das 9 mesas representavam os sentimentos que acreditamos serem necessários para construir uma vida a dois (a três, a quatro, ..., venham muitos rebentos!): amor, amizade, felicidade, generosidade, perseverança, bondade, responsabilidade, determinação e muita loucura.
Após o jantar, foi a vez de abrir oficialmente o "baile". A famosa valsa que tantas vezes já a dançamos (é preciso lembrar que nos conhecemos em setembro de 1997 nas aulas de danças de salão) deixou-me ficar mal: o vestido que estava um pouco comprido passou a maior parte do tempo a ser pisado. Somente na segunda dança é que consegui arquitectar um estratagema para poder dançar sem "tropeçar" várias vezes. Para a desforra no final da noite voltamos a dançar a valsa e desta vez correu bem! O P. estava imparável, dançou a noite toda e o seu dinamismo surprendeu a maioria das pessoas (contadinho do nosso rebento: deve ter tido a primeira noção do que seria uma "montanha russa"!). A noite foi dançante e muito animada e durou até perto das 3 horas da manhã.
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Por volta das 23h30m foi a vez do corte do bolo, brindes e mais umas fotos para mais tarde recordar. No decorrer da noite dois amigalhaços fizeram as "honras de repórteres" e foram questionando os presentes sobre o casamento e sobre o sexo do rebento mais novo da família: a grande maioria acreditava tratar-se de um Daniel e somente os dois tios R. acreditavam poder ser uma Beatriz. O veredito final foi conhecido no dia 23 de Julho.
Os nossos amigos e familiares ainda nos surprenderam mais uma vez com as suas palavras, mensagens de felicitações e muita sapiência que foram registadas no Livro de Honra que criamos com fotos nossas. Quando mais tarde as pudemos ler, foi com as lágrimas nos olhos que sentimos todo o carinho, amizade e amor que nos transmitiram. Foram muitas as palavras, os desenhos e recordações deixadas. Fica aqui, contudo, uma das que considero que nos fazem pensar no que é viver a dois (obrigada R e L pela demonstração de que sabem ser felizes):
"Um dia, alguém nos disse que devíamos viver a nossa vida não
olhando um para o outro mas sim olhando ambos na mesma direcção, em total sintonia e sempre com esperança num futuro venturoso. E tem resultado! Por isso, façam o favor de ser pelo menos tão felizes como nós somos. Muitas felicidades."
Foi sem dúdida uma dia inesquecível para nós, para a nossa familía e para os muitos amigos que nos acompanharam. As memórias desse dia ficam em parte aqui escritas mas também há muitas que recordaremos na intimidade. Faltam ainda dizer que sem os nossos papás parte dos nossos sonhos não se teriam realizado (pelo menos não desta forma) e que são sem dúvida alguma os melhores pais que poderiamos ter: resta-nos acreditar que nós teremos a capacidade, generosidade, responsabilidade, amizade, bondade e o amor em igual dose para dar à nova geração que agora se inicia. A felicidade, a perseverança e a loucura já há muito se instalaram: venha tudo o resto.

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